
sexta-feira, 9 de julho de 2010
Matemática

segunda-feira, 31 de maio de 2010
Personagens
Uma senhora com medo de voar de avião; uma aeromoça que não andava sem tirar o sorriso do rosto; um comandante de vôo de avião; um forte candidato a passar em concurso públicos do Poder Judiciário; um sujeito que apertava o botão do andar escolhido no elevador; um pivete da capital fluminense; um Sub-Defensor Público-Geral; um Defensor Público fiscal de concurso público; um cambista; um jogador de futebol diferenciado; um taxista desconfiante de seu time de futebol; um motorista de ônibus com cara de criança: todos personagens dessa vida corrida que levamos diariamente, mas que não somos capazes de parar e observá-los atentamente.Aquele sábado foi, sim, de intensa correria. Parecia aquele comercial "bom natal, um feliz natal, e muita paz pra você..." e no finalzinho de tudo chega o garotinho e canta a última parte: "pra vo-cê...." E acaba tudo perfeitamente simples (como se existisse essa frase).
Já no começo havia a preocupação da senhora em controlar seu medo de avião. Sentou-se, então, perto do pseudo-idealista prestador de concurso. Mas, exitando-se, conteve-se, ao mesmo tempo em que falava consigo: "vou conseguir suportar... eu tenho que suportar". E voltou ao seu lugar, mantendo-se friamente calma durante todo aquele longo percurso.
O comandante manteve-se também extremamente frio e com ar de que estava falsamente feliz, igual a aeromoça. Era o trabalho deles, óbvio. Desejavam, assim, com sorriso largamente estampado no rosto, uma "boa tarde". "Ah, quem dera", pensava o protegido.
Aquele cara também que foi fazer a prova estava quase que desistindo. Por duas vezes, tentou voltar para Vitória, antes de ir ao local da prova. O pseudo insistiu, mesmo que - aparentava - indiretamente, em continuar a seguir o caminho antes traçado: ir ao local da prova, de qualquer forma, atrasado ou não.
O Sub-Defensor deixou os dois entrarem, pois o começo da prova havia também atrasado em 1h35min. Antes, um pivete já chegava na porta do taxi e pedia dinheiro, dizendo que estava com fome. Claro, pseudo que não é bobo nem nada, disse: "Fome?", e tirou uma (das três) barras de cereais que tinha na mochila. A outra ficou com ele (embora nem almoçado tinha) e outra com o outro candidato, que avisava estar morrendo de fome.
O outro candidato estava, sem sombra de dúvida, muito mais preparado para a prova. Ali na hora era mais questão de honra: fome, cansaço, dor na perna, sede... nada disso importava mais. Os dois continuaram firmes em seguir em frente para a sala de realização da prova, com a "benção" do Sub.
Eis que o fiscal e também Defensor impede o pseudo de realizar a prova. Antes de entregar o documento, o qual já estava na sua mão, indo ao encontro da mão do Defensor, soa aquele alarme. Um tanto parecido com aqueles alarmes de empresas grandes, com centenas de funcionários, anunciado a hora do almoço ou mesmo a hora da saída. Ensurdecedor. "Ah não, assim não posso te deixar fazer a prova, meu amigo. Se você se atrasou, isso não me interessa. Se houve atraso no vôo, também estou com coração partido, mas não posso permitir que você realize a prova. Quem deixou você entrar? Você nem poderia ter passado do portão. Chegou atrasado. Não dá pra te deixar fazer a prova. É a regra".
Ah, benditas regras... por um instante achava que tudo daria certo, talvez um milagre (se bem que não existem milagres. Isso mesmo, não existem milagres!), sorte, obra divina, sei lá (de fato, sabia sim). Foi quase... quase... mas tão perto. Já era uma questão de honra fazer a prova. Mas como estaria o outro candidato. Pensou até em avisar ao Defensor que havia mais outra pessoa na mesma situação, que tinham sido autorizados lá na entrada. Mas nada. Ele era nada de ouvidos. E aguardou...
Personagem importante, talvez o principal, foi aquele que se aproximou logo após decorridos 5 minutos da prova. Afinal, era o 12º andar. Para chamar ele, que estava lá embaixo, até subir, com certeza demoraria.
"Faz com calma a prova, se você precisar de mais tempo, terá", eram as palavras do Sub-Defensor Público Geral. Era uma questão de honra. A mão tremia. Fez. Emocionado, mas fez.
Dali em diante foi um sonho realizado, mas tentando se concretizar. Não queria depois saber do resultado. Já era o resultado esperado. Mostrou que é capaz. Não um vencedor, assim, por dizer. Mas é esforçado, pelo menos isso é.
Saiu, e encontrou o cara que comandava o elevador. "Daqui daqui daqui é é perto to do Maraca ca nã nã é é perto po pode ir andan dando vai sim sim" (tudo falado muito rápido, inclusive). "Tá bom", respondeu. E foi. Já chegando tarde, sabia, mas foi.
Comprou um dos ingressos mais caros da história do futebol. Cambista é foda mesmo. Mas se não fosse ele, nem entrar entraria no Maracanã. Chegou e já lá estava o placar: 1 a 0. Gol do Pet. Gringo é o bicho. Lembrou dos 43 minutos do segundo tempo contra o Vasco em 2001. E por que não renovariam o contrato dele? Me diga, por quê? Eternamente gratos serão os mais de 30 milhões de brasileiros por esse jogador. Espetacular.
O taxista, no final do jogo, manteve-se a calma e disse: "O empate, meu caro, não foi por sua culpa não. Pode deixar que não é você, como você está dizendo, que é o azarado. O time está ruim mesmo. Assim não dá. Mas pode ter certeza que não tem nada a ver com você... você não é pé frio" (o pseudo também tinha chegado a essa conclusão).
Um chopp na rodoviária celebrou o final daquele dia. Entrando no ônibus, avistou o motorista com cara de criança, e ainda por cima com óculos de grau! Ficou preocupado. Porém, não esperava que a viagem fosse tão segura e tranqüila como tinha sido aquela. Uma das melhores. Pobre preconceito.
E passava por aquela cidade mais horrorosa que pudera imaginar. Mais uma vez veio aquela confusão em sua mente, de 7 anos atrás, mais ou menos. Confusão um tanto que louca. Tanto tempo passado. Tanta correria daquele sábado talvez o tenha surtado um pouquinho, sim. Afinal, a saudade aperta tem horas. Não dá pra controlar, eu sei, pseudo.
Fica quieto então, e reze cada vez mais (porque Ele sempre estará do seu lado).
domingo, 30 de maio de 2010
Desistir?

sábado, 24 de abril de 2010
Astronauta

quarta-feira, 24 de março de 2010
Vidas - parte II
quinta-feira, 11 de março de 2010
Luto
"Segundo levantamento do IPEA, 35 mil pessoas morrem por ano no trânsito brasileiro, sem falar nas milhares de vítimas que ficam com seqüelas graves permanentes. Não é por acaso que o Brasil ocupa o quinto lugar no ranking dos países que possuem o maior número de acidentes no trânsito, de acordo com dados da OMS - Organização Mundial de Saúde". (http://www.motonline.com.br/default.asp?cod=14321&categoria=6)
"Pelo segundo ano consecutivo, os acidentes de trânsito ultrapassam os homicídios e se tornam a principal causa de morte não natural da população paulista. De acordo com a pesquisa, apresentada pela fundação Seade (Sistema Estadual de Análise de Dados) nesta quarta-feira, a taxa de mortes no trânsito em 2008 foi de 18 para cada 100 mil habitantes do Estado, mesma quantidade de 2007. Já os homicídios, líder de mortes nas duas últimas décadas, caíram para 14,27 mortes para cada 100 mil habitantes. Nos últimos 20 anos, cerca de 150 mil pessoas morreram em acidentes de trânsito em São Paulo. O número equivale à quantidade de moradores de São Caetano do Sul, no ABC paulista. Em 1997, a pesquisa registrou o maior índice de mortes por acidentes de trânsito: 25,7 a cada 100 mil habitantes. Entre 1996 e 2008, a taxa de mortalidade por atropelamentos caiu pela metade (de 10,1 para 5,1 óbitos por 100 mil habitantes). Apesar disso, o indicador de mortalidade por acidentes com motocicleta aumentou de forma significativa ao passar de 0,2 para 3,4 óbitos por 100 mil habitantes, no mesmo período". (http://www.band.com.br/transito-sp/conteudo.asp?ID=275033)
"Três pessoas de uma mesma família morreram, na manhã de ontem, em um acidente de trânsito na RS-446, em Carlos Barbosa, por volta das 8h30min. O motorista Salmir Mariana Leandro, 37 anos, que conduzia o Uno, era de Criciúma e morreu na hora juntamente com a esposa Leila Bortolini Danieleski, 28, e a filha Maria Eduarda Leandro, com dois meses de idade. A criança chegou a ser socorrida, mas faleceu a caminho do hospital do município. De acordo com os patrulheiros, o motorista do veículo seguia sentido Carlos Barbosa-São Vendelino quando perdeu o controle e se chocou contra um paredão de pedra no Km 8 da rodovia. Salmir era natural de Criciúma, mas morava em Estância Velha há cerca de oito meses. Os irmãos Eduardo Danieleski, cinco anos, e Kauana Danieleski, 9, estão internados em estado estável no Hospital Tacchini, em Bento Gonçalves. As crianças são filhos de um relacionamento anterior de Leila". (http://www.atribunanet.com/home/site/ver/?id=112559)
"Márcia Fernandes Henn completaria nesta quinta-feira, dia 11 de março, 25 anos se não tivesse sido mais uma vítima de acidente na Capital, a cidade com o trânsito mais violento. Ela morreu há exatos um mês na UTI (Unidade de Terapia Intensiva da Santa Casa), onde ficou internada desde o dia 3 de fevereiro quando o veículo Gol conduzido por Rui Daniel Nogueira do Amaral, 34 anos, atingiu seu carro, um Eco Sport.
Hoje, amigos, acadêmicos de Medicina fizeram um ato pela paz no trânsito. Ao menos cem jovens protestaram no cruzamento da Avenida Afonso Pena com a Rua Bahia, no Centro de Campo Grande.
A tragédia aconteceu no cruzamento da Rua Padre João Crippa com Amazonas, no Jardim dos Estados, bairro nobre. Era madrugada de uma quarta-feira e a jovem havia saído da casa de amigos, com quem estudava.
Naquele instante acabou o sonho da acadêmica de Medicina. Ela estudava para exercer a Pediatria. Márcia, segundo amigos, era dedicada e muito alegre. “Ela era muito divertida, estudiosa. Uma pessoa maravilhosa”, conta Tatiane de Menezes que estudava com Márcia no 5º ano do curso de medicina na UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul)". (http://www.midiamax.com/view.php?mat_id=709771)
"Um choque frontal entre um Ford Fiesta e um carreta, por volta de 19h desta segunda-feira, perto de Irapuru (178 km de Marília), na rodovia Comandante João Ribeiro de Barros (SP-294), matou três pessoas da mesma família de Marília.
O agente penitenciário do Centro de Ressocialização, Benedito Modesto, 37 anos, sua mulher, Andréa Cristiane Gonçalves Modesto, 32 anis, e o filho do casal, Matheus Gonçalves Modesto, 8 anos, foram as vítimas.
A Polícia Rodoviária Estadual ainda apura as causas do acidente que matou a família mariliense". (http://www.redebomdia.com.br/Noticias/Dia-a-dia/14399/Familia+de+Marilia+morre+em+acidente+de+transito)
"A Secretaria de Segurança Pública do Espírito Santo (Sesp) divulgou, na manhã desta quinta-feira (18), o resultado da Operação Carnaval em todo o Estado. Foram 31 assassinatos durante os cinco dias de folia. O Governo aponta que o número é 16% inferior aos 37 homicídios registrados no ano passado. Entretanto, reportagem publicada naquela época pelo gazetaonline demonstra que não houve diminuição na violência". (http://gazetaonline.globo.com/_conteudo/2010/02/603288-31+mortos+no+carnaval+do+espirito+santo+este+ano.html)
Que Deus nos proteja, amém.
quarta-feira, 10 de março de 2010
À espera de alguém (ou alguma coisa)

